Não quero olhos cansados sobre mim...
Mãos assustadas buscando apoio
Nada de bocas pedintes;
Cansei destes pés falantes.
Ir pra junto do medo,
Pra perto da morte...
Silencio que convulsiona ao canto,
Assim feito lástima... Encanto!
E de pedaços perdidos,
Membros descolados e tortos sorrisos
O tempo se fez escuridão,
As aves que voavam caíram
E tudo se impregnou de solidão.
E da brancura do nada,
Assim meio sem jeito
Eis que surge a ventania
Calma; faceira... Feito brisa!
Goteja o silencio... Leva o vento.
22 maio 2012
21 janeiro 2012
Um pedacinho...
Que provou que nem todos os homens são... (?)
"— Sim, mas sou homem,
e todos sabem que os homens são grandes bichos cabeludos dificilmente domados
pela civilização. — Jermyn parecia bastante feliz com seus defeitos."
Ri alto com essa frase. Nem me lembro o nome do livro mas sei que anotei esse trecho de tão completo e simples que é. :) Quase que uma confissão de crime. (rs!)
Nada novo.
Durante madrugadas, tantas que não me cabem
na memória, vi-me caída no chão com o olhar no alto e os braços estendidos... Lembro-me das cores.
Amarelo, laranja, azul e verde... O céu era lindo durante a noite. Enigmático. Intenso
e carismático... O céu era incrível.
Hoje, ocasionalmente
vejo uma estrela ou outra, mas fico triste. São, em suma, uma lamentável
lembrança. É como ver um retrato de você mesmo sem vida, sem cor, sem linha.
Porque eu me via naquele céu. Não, o céu já não é o mesmo. Até a lua parece-me
torta. Não sei quando está cheia, quando está minguado... Estou sempre minguando
agora. Aos poucos. Mas não há ciclo latente. Só fim. É o fim, ou foi-se a muito
tempo, não sei. O céu já não brilha como antes. Sem cores... Nenhuma cor pra
mim ou em mim. E as estrelas morreram junto com uma parte minha da qual sinto
falta todas as noites. Simplesmente morreram.
Lembro-me do
frescor da madrugada e das manhãs sonolentas. Passei boa parte da minha infância
vendo as estrelas no céu e desenhando árvores floridas. Como eu era feliz! E
como o destino parece ser razoável agora. Empurrou-me para o acalento das
noites torpes enquanto podia. Que sorte a minha!
O céu
refletido na água sempre foi uma das minhas visões favoritas. Sempre. E agora
nem céu, nem nada mais. Aquela água, ou qualquer outra, tanto faz, já não é
vida, a não ser dor. Não consigo abrir os olhos. É tudo tão claro; claro
demais! É luz demais pra mim. A árvore?! Bem, cortaram a árvore. Morreram as
estrelas e tudo o mais. E pode parecer bobeira Josh, mas minhas lágrimas são as
mesmas. Enterrei a muito tempo a cor e a luz e a imensidão. Mas ainda dói. Não
sinto vergonha em chorar pela perda de algo tão belo! Esplendido! E hoje, hoje
alguém vai estar olhando o céu e descobrindo uma nova história.
Estrelas são
a lembrança de algo que está indo... E eu fui. Explodi! Excedi-me tanto que não
coube em mim! CABUM! Será que sou estrela também?! Será que é por isso que elas
não são visíveis; é por que estão tão perto de mim.... Mas tão perto... São
primas perdidas no ar ao meu redor?! Hein Josh?!
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