Josh, ontem vi uma estrela. Uma daquelas de cinema hollywoodiano . Foi mágico e assustador.
Ver aqueles olhos tão expressivos, aquelas lagrimas recolhidas, aquele sorriso, toda aquela aspereza; foi fantástico. Incrível.
Senti-me como uma mãe zeladora. Uma irmã orgulhosa. Telespectadora.
Ontem reconheci uma alma perdida. Vi medos... Foram tantos. Alguns, representação de personagem; outros, reais. Daqueles de carne. Aquelas que cortam a alma com a facilidade duma navalha.
Não vi estrela de fogo, mas de sangue. Vermelha e latejante. Um riso sinistro perdido na escuridão.
Não posso mais ver as estrelas do céu. Isso é luto.
Mas ainda tenho essas estrelas meio apagadas e repletas de medo e angustia. Será que são elas que carregam a incerteza? Ou será que sou eu quem tem medo de não ver? De olhar e não ver.
As lagrimas recolhidas, o sorriso e o olhar expressivo... Não, não os vi. Mas ouvi. Captei cada detalhe como antena. Disseram-me tudo isso. Só fui capaz de ver angustia e lamentação. Sozinha, vi um reflexo de um montão de coisas as quais dificilmente vejo.
Será... Foi real?!Ou só eu vi aquela linda árvore no topo da montanha a tanto tempo atrás?
Sozinha. Parada. Inerte. Triste (?). Você tem boa memória não é Josh?! Lembra da arvore da montanha? Hã?! Eu não me lembro muito bem. Pensando bem, acho que não a vi realmente... Ou ?
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Quando puder, grite aos quatros ventos um obrigada de minha parte, sim ?! Sua voz é tão mais forte que a minha.
Acolha cada uma dessas estrelas... Sou extremamente grata a elas... E a você Josh. Emoção e racionalidade... (?!)
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