25 setembro 2011

Mais uma vez...

Josh, ontem vi uma estrela. Uma daquelas de cinema hollywoodiano . Foi mágico e assustador.                   
Ver aqueles olhos tão expressivos, aquelas lagrimas recolhidas, aquele sorriso, toda aquela aspereza; foi fantástico. Incrível.
Senti-me como uma mãe zeladora. Uma irmã orgulhosa. Telespectadora.
Ontem reconheci uma alma perdida. Vi medos... Foram tantos. Alguns, representação de personagem; outros, reais. Daqueles de carne. Aquelas que cortam a alma com a facilidade duma navalha.
Não vi estrela de fogo, mas de sangue. Vermelha e latejante. Um riso sinistro perdido na escuridão.
Não posso mais ver as estrelas do céu. Isso é luto.
Mas ainda tenho essas estrelas meio apagadas e repletas de medo e angustia. Será que são elas que carregam a incerteza? Ou será que sou eu quem tem medo de não ver? De olhar e não ver.
As lagrimas recolhidas, o sorriso e o olhar expressivo... Não, não os vi. Mas ouvi. Captei cada detalhe como antena. Disseram-me tudo isso.  Só fui capaz de ver angustia e lamentação. Sozinha, vi um reflexo de um montão de coisas as quais dificilmente vejo.
Será... Foi real?!Ou só eu vi aquela linda árvore no topo da montanha a tanto tempo atrás?
 Sozinha. Parada. Inerte. Triste (?). Você tem boa memória não é Josh?! Lembra da arvore da montanha? Hã?! Eu não me lembro muito bem. Pensando bem, acho que não a vi realmente... Ou ?

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Quando puder, grite aos quatros ventos um obrigada de minha parte, sim ?! Sua voz é tão mais forte que a minha.
 Acolha cada uma dessas estrelas... Sou extremamente grata  a elas... E a você Josh. Emoção e racionalidade... (?!)

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15 setembro 2011

Crescer cansa


Josh... Você nunca responde as minhas perguntas, nunca soluciona os meus mistérios. Mas não me importo. Você está aqui... Quase sempre.
Mas mesmo assim ...
É tão difícil esse negócio de crescer, não?! Como você lida com isso hein?! Aff!
Sabe Josh; morro aos poucos. Minha esperança; meu amor.,. Essa maldita síndrome de Peter Pan... AHH!
A cada segundo que passa me sinto mais inútil, mais presa... Mais incompetente.
Será que só eu não sei crescer do jeito certo?! Porque Josh, todo mundo parece lidar muito bem com isso. Todos estão sempre sorrindo, bebendo, transando, cuspindo, escrevendo, dirigindo...  Parece-me loucura!  É isso Josh; estou louca.
As coisas estão cada vez mais difíceis. A faculdade está sendo um tormento. Lá, sou eu e eu. Três degraus na entrada, roleta, mais três degraus. Ando. Quatro degraus novamente. Ando, dobro a esquina, ando e dobro de novo. Aí eu desço cinco. Ando. Uma vala. Dois degraus novamente. Porta. Pego o suporte; desço os dois. Ando; valeta; subo um, abro a porta... E aí fudeu.
Será que alguém percebe que pra mim isso é incrivelmente desgastante? A cada passo tenho que planejar o próximo.
Na biblioteca, no primeiro piso, nem me arrisco ao segundo (mas se não me engano são quinze degraus pra chegar lá), 2 etapas de três degraus. Secretária: Cinco, espaço cinco. O chão do prédio 1 é todo riscado. No começo achei que era escada. Não era. Prédio 3? Aquilo sim é um terror. Pra chegar lá, desço duas rampas. São muitos degraus. Vou na rampa. Por sorte , um elevador. Sempre cheio, então é azar. Daí a cada lance são oito degraus. Cada andar, dois lances. Minha vida é programada.  
Estou me cansando disso. É Josh; crescer não é fácil. Decidir; programar; raciocinar; escolher... Isso porque nem vamos comentar os passos necessários pra atravessar a rua, o número de degraus na entrada do cinema; do consultório médico; da casa da vó; a posição dos livros na biblioteca, dos arquivos no pc...

14 setembro 2011

Josh?!





Suas pupilas dilatadas eram um sinal. Uma pequena e ínfima demonstração de descontrole. E por mais que fosse estranho admitir, eu queria mais. Queria ver o controle esvair. Queria poder... Simplesmente fazer das vontades fraqueza. Queria realizar.
E realizei.
Suas narinas inflaram e a vermelhidão tomou conta do rosto.Mas eu não parei. Num impulso insano gritei. Loucamente gritei. Meus pulmões arderam pelo esforço e a sofreguidão tomou conta do meu corpo. No intimo sabia que a razão nunca fora tão consistente assim. Mas e daí?!
Mãos convulsionavam em busca de apoio. Ele pedia silenciosamente meu apoio.
Não sei o por quê, mas seu desespero se foi tão subitamente quanto começou.
 NUM IMPETO.
E assim... Assim acabaram os suspiros e a vontade. A realização já não plena e as estruturas falhas...
(Morte... ?!)

Nada me parece o bastante.


Ainda assim Josh....


Você me deu tudo o que tinha.
Mas não era o bastante.

 Meus ossos ainda rangem no frio
e minhas lagrimas ainda secam no rosto.
 Você foi bom. Foi muito bom pra mim,
 mas não o bastante.

Sou aquela lagoa cheia de ondas e pouca profundidade.
E sim, a vejo todas as noites da minha janela esquecida e lembro-me do seu sorriso frouxo nas horas de decisão
e também vejo suas mãos apertadas nos momentos de amor.
Desculpe por ousar pedir mais.
Sinto muito mesmo.
Mas não é o bastante.

O rasgo é profundo demais.
Não há agulha e linha o suficiente.
Não há reparação.
Tudo se foi, junto com o vinco em sua testa nas noites quentes.
Seu suor.
Seu corpo rijo diante o meu.
Tantas mãos pra lá e pra cá.
Foi lindo.
Foi bom.
Mas não o bastante.

Os soluços...
O prazer...
Nem mesmo o medo foi o bastante.

Você tinha tudo;
mas faltou o canto dos pássaros na macieira;
 faltou a macieira.
A sombra longínqua.
O tom grave e rouco daqueles gemidos.
Faltou amor.
Faltou a benção das divindades da terra.
 Faltou chuva e trovão.
Desculpe.
 Não foi nada menos do que divino;
foi sublime.
Amo-o. Realmente o faço.
Mas não o bastante.

07 setembro 2011

Sonho de liberdade


Sim Josh, estou tão amedrontada. Ando nostálgica demais. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Mas não há nada a se fazer. Mais dia, menos dia tudo desaba. Prometa ao menos estar comigo quando isso acontecer. Prometa não dar espaço ás loucuras alheias. Seja dono de suas vontades. Sempre. Suas verdades são suas. Prometa?!
(Riso)
Ainda me perguntam o por quê de Josh. Ora, seria impessoal demais desabafar em um diário qualquer. Mas você? Bem, você é parte dos meus sonhos idealizados. Uma parte louca, independente, romântica e livre de mim mesma. E no final de tudo é bom ter alguém com quem eu possa falar sem falsos moralismos e hipocrisias baratas.

Acho que foi um bom começo pra nos dois, não?! E se lá na frente alguém quiser dar pitaco nas nossas infames divagações que dê. Aqui é sempre : Um sonho de liberdade. Um pedaço racional (?) da irracionalidade que é viver. Afinal temos que admitir, a vida é insana...

Essa sou eu Josh...

Poeta


Poetas cantam a vida,
A morte, o luar, o amor e nada mais.
Poetas riem de suas tristezas,
Fazem delas paginas de um diário sem fim,
No qual não discursam, não ensinam,
Apenas escrevem, descrevem.
Apenas são poetas.

Luar de melancólico amor perdido.
Acho que é isso verso de poeta.
A perda, a luz, a vida e o amor.
São essas as razões. Nada mais é preciso.
Poeta é mais que artista,
É homem.
Mais que sábio; escreve e cataloga cada erro para deste não esquecer.
Mais que sensível; julga a si, como carrasco em massacre.
Mais que alma, prepotência, elegância, eloqüência...
Poeta é aquele que de medo ou coragem - não sei,
Aquele que anota, aquele que busca um farol.
Aquele que não se importa olhar a lua,
E dali fazer sua vida,
Fazer lágrimas e risos, fazer seu motivo de amar,
Fazer poesia,
E  dali se bastar.