Jéssica Garcia
Mais um blog sobre os rascunhos de uma guria mulher que pensa que a vida é infinita.
23 junho 2019
19 junho 2019
Acho
que estou morta. Vivo como se estivesse.
É
tudo muito quieto neste mundo de cá... Há pouca cor e pouco barulho... Há pouco
de tudo.
Partes
de mim se perderam também.
Mas
como aqui tudo vale tão pouco... Pouco importa o que continua inteiro e o que
se foi.
Acho
que me fui.
Fui embora de mim.
Ah!
Que lugar quente e bucólico... Que abraço manhoso...
Abraço
de eu.. Para mim.
É,
acho que estou morta.. Neste oco na alma... Não para pessoa inteira... Não há
mais eira, nem beira.
Não há telhado. Ou laje... Parede. Só o vento
fresco, o chão rijo...
Estou
indo... E tem horas que já fui.
Ou
estou morta... Ou morri.
Estou vendo você. Talvez você não tenha percebido
ainda... Mas eu estou aqui. Parada. Braços abertos. Olhando e esperando você.
Não grite, não chore, não adoeça. Ou faça tudo isso! Mas
faça porque foi inevitável, não por uma livre escolha.
Estou aqui e só o que vejo é uma mulher sozinha pedindo
socorro pros céus e torcendo por um futuro melhor. Vejo uma mulher com os olhos lacrimejando e a
boca aberta... Essa mulher não chora... Sorri.
Você sorri desesperada.
Hey! Eu estou aqui.
SORORIDADE. AMIZADE.
Estou aqui.
Não perca seus amigos para o silêncio. Não se perca para
o barulho. O tempo foi cruel... Os amores... Tóxicos. Mas você está aí agora.
Aí... Há alguns passos de mim...
Minhas mãos estão estendidas, os dedos balançando...
Esperando.
Por favor... Olhe pra mim também. Quem sabe juntas...
Estaremos ali... Estaremos acolá... Estaremos além.
22 maio 2012
Mais um...
Não quero olhos cansados sobre mim...
Mãos assustadas buscando apoio
Nada de bocas pedintes;
Cansei destes pés falantes.
Ir pra junto do medo,
Pra perto da morte...
Silencio que convulsiona ao canto,
Assim feito lástima... Encanto!
E de pedaços perdidos,
Membros descolados e tortos sorrisos
O tempo se fez escuridão,
As aves que voavam caíram
E tudo se impregnou de solidão.
E da brancura do nada,
Assim meio sem jeito
Eis que surge a ventania
Calma; faceira... Feito brisa!
Goteja o silencio... Leva o vento.
Mãos assustadas buscando apoio
Nada de bocas pedintes;
Cansei destes pés falantes.
Ir pra junto do medo,
Pra perto da morte...
Silencio que convulsiona ao canto,
Assim feito lástima... Encanto!
E de pedaços perdidos,
Membros descolados e tortos sorrisos
O tempo se fez escuridão,
As aves que voavam caíram
E tudo se impregnou de solidão.
E da brancura do nada,
Assim meio sem jeito
Eis que surge a ventania
Calma; faceira... Feito brisa!
Goteja o silencio... Leva o vento.
21 janeiro 2012
Um pedacinho...
Que provou que nem todos os homens são... (?)
"— Sim, mas sou homem,
e todos sabem que os homens são grandes bichos cabeludos dificilmente domados
pela civilização. — Jermyn parecia bastante feliz com seus defeitos."
Ri alto com essa frase. Nem me lembro o nome do livro mas sei que anotei esse trecho de tão completo e simples que é. :) Quase que uma confissão de crime. (rs!)
Nada novo.
Durante madrugadas, tantas que não me cabem
na memória, vi-me caída no chão com o olhar no alto e os braços estendidos... Lembro-me das cores.
Amarelo, laranja, azul e verde... O céu era lindo durante a noite. Enigmático. Intenso
e carismático... O céu era incrível.
Hoje, ocasionalmente
vejo uma estrela ou outra, mas fico triste. São, em suma, uma lamentável
lembrança. É como ver um retrato de você mesmo sem vida, sem cor, sem linha.
Porque eu me via naquele céu. Não, o céu já não é o mesmo. Até a lua parece-me
torta. Não sei quando está cheia, quando está minguado... Estou sempre minguando
agora. Aos poucos. Mas não há ciclo latente. Só fim. É o fim, ou foi-se a muito
tempo, não sei. O céu já não brilha como antes. Sem cores... Nenhuma cor pra
mim ou em mim. E as estrelas morreram junto com uma parte minha da qual sinto
falta todas as noites. Simplesmente morreram.
Lembro-me do
frescor da madrugada e das manhãs sonolentas. Passei boa parte da minha infância
vendo as estrelas no céu e desenhando árvores floridas. Como eu era feliz! E
como o destino parece ser razoável agora. Empurrou-me para o acalento das
noites torpes enquanto podia. Que sorte a minha!
O céu
refletido na água sempre foi uma das minhas visões favoritas. Sempre. E agora
nem céu, nem nada mais. Aquela água, ou qualquer outra, tanto faz, já não é
vida, a não ser dor. Não consigo abrir os olhos. É tudo tão claro; claro
demais! É luz demais pra mim. A árvore?! Bem, cortaram a árvore. Morreram as
estrelas e tudo o mais. E pode parecer bobeira Josh, mas minhas lágrimas são as
mesmas. Enterrei a muito tempo a cor e a luz e a imensidão. Mas ainda dói. Não
sinto vergonha em chorar pela perda de algo tão belo! Esplendido! E hoje, hoje
alguém vai estar olhando o céu e descobrindo uma nova história.
Estrelas são
a lembrança de algo que está indo... E eu fui. Explodi! Excedi-me tanto que não
coube em mim! CABUM! Será que sou estrela também?! Será que é por isso que elas
não são visíveis; é por que estão tão perto de mim.... Mas tão perto... São
primas perdidas no ar ao meu redor?! Hein Josh?!
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Não sei por que leio. No fim de cada livro, sinto-me só. Uma parte de mim acaba, e nada mais é real o bastante. Nostálgica, amedrontada....
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Josh, ontem vi uma estrela. Uma daquelas de cinema hollywoodiano . Foi mágico e assustador. Ver aqueles olhos tão expr...
