19 junho 2019



Acho que estou morta. Vivo como se estivesse.
É tudo muito quieto neste mundo de cá... Há pouca cor e pouco barulho... Há pouco de tudo.
Partes de mim se perderam também.
Mas como aqui tudo vale tão pouco... Pouco importa o que continua inteiro e o que se foi.
Acho que me fui.
 Fui embora de mim.
Ah! Que lugar quente e bucólico... Que abraço manhoso...
Abraço de eu.. Para mim.
É, acho que estou morta.. Neste oco na alma... Não para pessoa inteira... Não há mais eira, nem beira.
 Não há telhado. Ou laje... Parede. Só o vento fresco, o chão rijo...
Estou indo... E tem horas que já fui.
Ou estou morta... Ou morri.

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