Acho
que estou morta. Vivo como se estivesse.
É
tudo muito quieto neste mundo de cá... Há pouca cor e pouco barulho... Há pouco
de tudo.
Partes
de mim se perderam também.
Mas
como aqui tudo vale tão pouco... Pouco importa o que continua inteiro e o que
se foi.
Acho
que me fui.
Fui embora de mim.
Ah!
Que lugar quente e bucólico... Que abraço manhoso...
Abraço
de eu.. Para mim.
É,
acho que estou morta.. Neste oco na alma... Não para pessoa inteira... Não há
mais eira, nem beira.
Não há telhado. Ou laje... Parede. Só o vento
fresco, o chão rijo...
Estou
indo... E tem horas que já fui.
Ou
estou morta... Ou morri.
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