14 setembro 2011

Ainda assim Josh....


Você me deu tudo o que tinha.
Mas não era o bastante.

 Meus ossos ainda rangem no frio
e minhas lagrimas ainda secam no rosto.
 Você foi bom. Foi muito bom pra mim,
 mas não o bastante.

Sou aquela lagoa cheia de ondas e pouca profundidade.
E sim, a vejo todas as noites da minha janela esquecida e lembro-me do seu sorriso frouxo nas horas de decisão
e também vejo suas mãos apertadas nos momentos de amor.
Desculpe por ousar pedir mais.
Sinto muito mesmo.
Mas não é o bastante.

O rasgo é profundo demais.
Não há agulha e linha o suficiente.
Não há reparação.
Tudo se foi, junto com o vinco em sua testa nas noites quentes.
Seu suor.
Seu corpo rijo diante o meu.
Tantas mãos pra lá e pra cá.
Foi lindo.
Foi bom.
Mas não o bastante.

Os soluços...
O prazer...
Nem mesmo o medo foi o bastante.

Você tinha tudo;
mas faltou o canto dos pássaros na macieira;
 faltou a macieira.
A sombra longínqua.
O tom grave e rouco daqueles gemidos.
Faltou amor.
Faltou a benção das divindades da terra.
 Faltou chuva e trovão.
Desculpe.
 Não foi nada menos do que divino;
foi sublime.
Amo-o. Realmente o faço.
Mas não o bastante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário