Não.
Infelizmente não sou corajosa. Deixo-me levar. E isso é covardia.
Fico ali;
inerte. À mercê. Obedeço. Sou bastante obediente.
Mesmo assim não gosto de ser comparada à
“Poliana”. Não gosto mesmo. Sinto-me ultrajada.
Mas nunca digo nada. É mais fácil e menos
doloroso assim. É o que esperam afinal.
Sim,
dificilmente choro. Não se iluda. Não é força. As pessoas só choram quando se sentem
frustradas. Não, não choram por dor, amor, ou qualquer banalidade dessas. E eu não
quero mais nada. Verdadeiramente não espero mais. Esperança é lastimavelmente
uma mentira. Só isso.
As dores?!
Ora, dor é apenas um lembrete de que somos frágeis. E pelo que sei, os mais
fracos são massacrados. Deixados para morrer pelo resto. E sou covarde demais para
admitir a morte. Muito.
Então, não
diga que sou corajosa Josh. Isso me faz sentir culpada. Sinto remorso por saber
mentir tão bem assim. Por deixar que acreditem que sou valente.
O que
acontece é que não à escolha. Apenas viver.
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