01 dezembro 2011

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Não. Infelizmente não sou corajosa. Deixo-me levar. E isso é covardia.
Fico ali; inerte. À mercê. Obedeço. Sou bastante obediente.
 Mesmo assim não gosto de ser comparada à “Poliana”. Não gosto mesmo. Sinto-me ultrajada.
 Mas nunca digo nada. É mais fácil e menos doloroso assim. É o que esperam afinal.
Sim, dificilmente choro. Não se iluda. Não é força.  As pessoas só choram quando se sentem frustradas. Não, não choram por dor, amor, ou qualquer banalidade dessas. E eu não quero mais nada. Verdadeiramente não espero mais. Esperança é lastimavelmente uma mentira. Só isso.
As dores?! Ora, dor é apenas um lembrete de que somos frágeis. E pelo que sei, os mais fracos são massacrados. Deixados para morrer pelo resto. E sou covarde demais para admitir a morte. Muito.
Então, não diga que sou corajosa Josh. Isso me faz sentir culpada. Sinto remorso por saber mentir tão bem assim. Por deixar que acreditem que sou valente.
O que acontece é que não à escolha. Apenas viver.

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