05 dezembro 2011
Hein?
_QUEIME.
Tudo que acaba, começa (?). Com o espirito leve e renovado abraçou seu pequeno corpo e cantarolou a velha canção mais uma vez. Num ímpeto de amor divino, correu as pontas dos dedos ao redor da frágil cabeça e dos cabelos escuros e embaraçados. O fim estava longe.... E por mais que ansiasse, sabia que implorar não adiantaria nada.
Ninguém atenderia ao pedido de uma débil figura de três metros e trinta de altura. O mundo, imundo como o era, pregava peças horrendas em quem corria tão lentamente. Sua pernas, por menores que fossem, ainda carregavam carne e matéria. Carregavam um resquício de outras coisas. Então; por quê? Não pedia muito afinal... Só o fim. Por que não o escreviam de uma vez? Já aprendera o que era o amor. Vivera amando as coisas de grande figura. Amava até a própria figura desforme. Ali, correndo as mãos pelos próprios cabelos continuou sentada.... Estava acertado. Agora, era só esperar que a piedade encontrasse o destino e juntos, dessem um fim apropriado a tudo aquilo. Digno de seu começo...
_QUEIMA!
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